O preço médio da energia solar caiu 7% em um ano, na comparação entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período anterior. E esse dado vai muito além de uma variação de mercado.
Quando o custo cai, o acesso aumenta. E quando o acesso aumenta, o jogo muda.
O novo cenário mostra um movimento claro: a energia limpa está se tornando cada vez mais competitiva no país, e isso redesenha oportunidades de investimento, expansão e infraestrutura.
O ranking dos estados reforça outro ponto importante: o Norte aparece com destaque em competitividade, confirmando o potencial da região não apenas como tendência, mas como realidade em consolidação no setor energético.
Em um mercado que muda rápido, entender o movimento dos números é o que separa decisão intuitiva de decisão estratégica.
Segundo um estudo inédito da Radar Solfácil, indicador trimestral que monitora o valor dos sistemas fotovoltaicos no país
O levantamento mostra que o preço médio chegou a R$ 2,45 por watt-pico (Wp), unidade que mede a potência dos painéis solares. Em alguns estados, como Acre, Rondônia e Amazonas, o valor está abaixo da média.
Veja o ranking dos estados com menor custo médio para instalação:
1. Acre (AC) – R$ 2,08/Wp
2. Rondônia (RO) – R$ 2,17/Wp
3. Amazonas (AM) – R$ 2,18/Wp
4. Paraíba (PB) – R$ 2,25/Wp
5. Alagoas (AL) – R$ 2,26/Wp
6. Mato Grosso (MT) – R$ 2,29/Wp
7. Roraima (RR) – R$ 2,29/Wp
8. Mato Grosso do Sul (MS) – R$ 2,33/Wp
9. Paraná (PR) – R$ 2,35/Wp
10. Amapá (AP) – R$ 2,36/Wp
Por que os preços caíram? A redução é impulsionada pela combinação de dois fatores principais: a queda no custo global de fabricação dos painéis fotovoltaicos e o aumento da concorrência entre distribuidores e instaladores locais no mercado brasileiro.
Vale a pena instalar agora?
Com a variação de preços e a tendência de estabilização do mercado, o primeiro semestre de 2026 consolida-se como um período estratégico de compra. Consumidores que fecham projetos neste momento conseguem acelerar o tempo de etorno do investimento (o chamado payback), passando a gerar a própria energia e reduzindo a dependência das tarifas radicionais das concessionárias de luz.
